sexta-feira, 1 de maio de 2009

II Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra


II Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra
&
IV Simpósio Nacional “O Ensino de Geologia no Brasil”
1 a 5 de Novembro de 2009
Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo
São Paulo, SP
Circular 1 e Chamada de Trabalhos

Modernos conhecimentos sobre a Terra fazem parte da bagagem intelectual de todo cidadão contemporâneo. Uma pessoa de escolaridade mediana necessita deles, tanto para se expressar de modo adequado, quanto para tomar decisões e escolhas ambientalmente adequadas.
Os veículos de comunicação têm sido cada vez mais permeados por notícias e opiniões de especialistas sobre a dinâmica terrestre, muitas vezes conflitantes entre si. A falta de referências adequadas pode causar perplexidade diante de cenários catastróficos e ameaçadores. Ao ser convenientemente incorporada a um entendimento adequado da dinâmica planetária, a perplexidade pode trazer motivação para controlar ações humanas prejudiciais ao ambiente natural.
A escola, os professores e demais agentes de difusão do conhecimento exercem papel central no encaminhamento de soluções para esse quadro. Os currículos escolares enfrentam desafios de várias ordens para relacionar ciências, conhecimento da Terra e construção de uma civilidade ambiental no século XXI.
Que desafios são esses? De que modo os conceitos de Ciências da Terra têm sido tratados na educação científico-tecnológica dos dias atuais? As escolas têm sido eficazes na construção de uma abordagem capaz de relacionar problemas locais e planetários? A controvérsia sobre o aquecimento global está de algum modo relacionada à história geológica do planeta? Em que medida os temas da degradação de mananciais, o consumo de recursos naturais e energéticos, a erosão e a perda de solos agricultáveis são vinculados à dinâmica global?
Ambiente, cidade, local, campo, processos naturais e suas inter-relações a fenômenos sociais e culturais são amplamente abordados pelas Geociências. A formação em Geociências, para qualquer nível de ensino, deve conduzir o estudante a entender a condição humana, atuar pela cidadania e pela democracia. A capacitação visa habilitar o aluno a compreender a complexidade do planeta.
O II Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra e o IV Simpósio Nacional “O Ensino de Geologia no Brasil” pretendem dar continuidade ao enfrentamento desses e outros problemas ao debater trajetórias e perspectivas da pesquisa e do ensino de Geociências, e estabelecer nexos com a História das Ciências Naturais no Brasil e na América Latina.
No intervalo de 2007 a 2009, comemora-se o Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT), proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a partir de proposta da União Internacional das Ciências Geológicas (IUGS). Os simpósios atendem à orientação geral do AIPT: organizar iniciativas de difusão ordenada de conhecimentos sobre a Terra, incentivar pesquisas sobre o planeta e mostrar o vasto potencial das Ciências da Terra para edificação de sociedades seguras, sadias e sustentadas.
Histórico
Em 2007 realizou-se em Campinas, SP, o I Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra e o III Simpósio Nacional “O Ensino de Geologia no Brasil”, promovidos pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino e História das Ciências da Terra (PEHCT) do Instituto de Geociências da Unicamp. Ao completar 10 anos de sua criação, o programa PEHCT considerou oportuno debater os resultados do trabalho desenvolvido por docentes e alunos e avaliar o grau de amadurecimento da pesquisa; tal marco simbólico seria motivação para evento dessa natureza, aberto a membros da comunidade nacional e internacional, e que deveria abrir novas perspectivas para desenvolvimento do Programa de Pós-Graduação.
Nas reuniões examinaram-se modelos de currículo, programas e questões centrais de história, do ensino e da aprendizagem que envolvem o conhecimento da natureza. Houve pouco mais de uma centena de inscritos, que ofereceram 73 comunicações técnicocientíficas, assistiram a duas mesas-redondas notáveis sobre os temas centrais dos simpósios, e participaram de três viagens de campo bastante concorridas.
Em 2009 espera-se participação ainda maior, por vários motivos. Primeiramente, a enorme demanda no mercado de trabalho por geólogos tem introduzido uma pressão bastante grande sobre os cursos de graduação e tem levado até mesmo à criação de novos cursos. O Fórum Nacional de Cursos de Geologia tem se ocupado dessas questões, e deverá se reunir durante o evento em São Paulo. A temática da formação de geólogos é o objeto central do IV Simpósio Nacional “O Ensino de Geologia no Brasil”.
Em segundo lugar, e com idêntica relevância, está a formação de professores em Geociências, que constitui instrumento importante para ampliar o ensino de Geociências e promover gradual inserção de conteúdos geocientíficos na Educação Básica. Isso se tornou possível com a criação de dois cursos de graduação na Universidade de São Paulo (USP): a Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental (LiGEA), criada em 2004 no Instituto de Geociências, e a Licenciatura em Ciências da Natureza (LCN), criada em 2005 na Escola de Artes, Ciências e Humanidades. Estes cursos pretendem formar profissionais educadores que possam contribuir no ensino de Ciências Naturais com conteúdos geocientíficos, somados a conteúdos de Geografia e de Biociências, para formar cidadãos conscientes, críticos e responsáveis, comprometidos com o futuro da Sociedade.
A articulação entre História e Ensino de Ciências da Terra 
O caráter histórico do conhecimento da Terra é especialmente promissor para formar modelos e raciocínios aplicáveis à natureza, bem como a múltiplas áreas de ciência e tecnologia. Esse argumento justifica plenamente a importância de tratar o ensino e a história desse campo de conhecimento.
É essencial conhecer os modelos explicativos adotados pelas Ciências Naturais desde o século XVI ao XX e avaliar de que forma eles foram sendo adaptados no Brasil e na América Latina. No bojo desse debate, surgem naturalmente as tradições curriculares e contexto humano no qual a ciência é desenvolvida.
Contribuições, reflexões, experiências relativas ao conhecimento do planeta, voltadas para uma nova atitude frente ao mundo, são bem-vindas.
Os organizadores do evento convidam pesquisadores, professores e alunos a debater os aspectos mais relevantes da produção recente sobre os temas envolvidos. Um dos pontos mais relevantes do II PEHCT será a rica participação de professores, que podem contribuir com relatos de experiências, além de pesquisas voltadas para articular os temas relacionados com Ciências da Terra em suas práticas de ensino.
Pretende-se trazer especialistas do país e do exterior para descrever, examinar e discutir o que é feito em termos de ensino e pesquisa na área de conhecimento do Simpósio. Um dos resultados esperados é a indicação de tendências e perspectivas para o desenvolvimento desse campo do conhecimento e da pesquisa no Brasil.
Linhas temáticas
O evento abrange pesquisas e experiências relativas ao Ensino e História das Ciências da Terra, nas seguintes temáticas:
·  Ensino de Ciências Naturais no ensino fundamental;
·  Ensino de Geociências na educação básica;
·  Ensino de Geociências no ensino superior;
·  Ensino de Geociências e Educação Ambiental;
·  Ensino de Geociências e Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente
·  História das Ciências da Terra;
·  Formação de Professores de Ciências;
·  Comunicação e Divulgação das Geociências.
Comissão Organizadora
Paulo César Boggiani (IGc/USP, presidente)
Celso Dal Ré Carneiro (IG/Unicamp)
Denise de La Corte Bacci (IGc/USP)
Eliane Aparecida Del Lama (IGc/USP)
Ermelinda Pataca (FE/USP)
Pedro Wagner Gonçalves (IG/Unicamp)
Valéria Cazetta (EACH/USP)
Rosely Aparecida Liguori Imbernon (EACH/USP)
Fernanda Keila M. Silva (IG/Unicamp, pós-grad. PEHCT) ,
Gabriel Hornink (IG/Unicamp, pós-graduando PEHCT)
Ronaldo Barbosa (IG/Unicamp, pós-graduando PEHCT)
Veridiana Martins (IGc/USP, pós-graduanda)
Entidades promotoras
Instituto de Geociências – USP
Instituto de Geociências – Unicamp
Escola de Artes, Ciências e Humanidades – USP
Faculdade de Educação – USP
Entidades co-organizadoras
Sociedade Brasileira de Geologia
Fórum Nacional de Cursos de Geologia
Faculdade de Educação – Unicamp
O programa contará com palestras, mesas redondas, oficinas didáticas, sessões coordenadas de painéis orais ou comunicações orais, além de atividades de campo na região e atividades culturais.
Formas de participação:
- como participante
- como apresentador de trabalhos e/ou ministrando oficinas
Formato dos trabalhos
Os trabalhos podem ser:
- resultados de pesquisas já concluídas e inéditas;
- resultados parciais de pesquisas em andamento;
- resultados de pesquisa já publicada, com clara indicação do veículo no qual é encontrada;
- relatos de experiências educacionais.
Para que um trabalho seja selecionado deverá haver aprovação de pelo menos dois membros do Comitê Científico.
Na Circular 2, a comissão organizadora fornecerá orientações detalhadas sobre modelos de edição e características dos resumos e textos completos que podem ser aceitos.
Trabalhos destinados aos Painéis devem ter:
Título claro e conciso acompanhado da sua versão em inglês. Nome completo dos autores, endereços institucionais e eletrônicos e, se for o caso, agências financiadoras. Resumo com no máximo 150 palavras acompanhado de sua versão em inglês (Abstract); o texto
constitui o que se entende por um resumo expandido e não poderá exceder 4 páginas, espaçamento entre linhas 1,5, letra Times New Roman tamanho 12, todas as margens de 2,0 cm. Logo após o resumo indicação da linha temática a que pertence o trabalho. Palavras-chaves (3 a 6) acompanhadas de sua versão em inglês.
Propostas de Oficinas Didáticas ou Comunicações Orais devem ter:
Título claro e conciso acompanhado da sua versão em inglês. Nome completo dos autores, endereços institucionais e eletrônicos e, se for o caso, agências financiadoras. Resumo
com no máximo 150 palavras acompanhado de sua versão em inglês (Abstract). Palavraschaves
(3 a 6) acompanhadas de sua versão em inglês. Texto completo de no mínimo 4 e no máximo 10 páginas de formato A4, espaçamento entre linhas 1,5, letra Times New Roman tamanho 12, todas as margens de 2,0 cm. No caso de oficina didática deve haver indicação de nível de ensino, tipo de atividade (jogos, atividades experimentais, audiovisuais etc.), e condições em que foi testada.
Maiores informações estarão disponíveis no seguinte sítio Web:

DATAS/PRAZOS IMPORTANTES

Circular 2 15/março
  • Submissão de trabalhos e propostas de oficinas didáticas até 15/junho
  • Divulgação da avaliação de trabalhos e oficinas até 15/julho
Circular 3 15/julho
  • Inscrição antecipada com desconto até 15/agosto
  • Inscrição antecipada em oficinas e atividades de campo até 15/setembro
Circular 4 com programa e resumos 15/outubro

São Paulo, dezembro de 2008.

A Comissão Organizadora.
Entidades organizadoras e colaboradoras

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